Estudo sobre a Própolis Vermelha

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Estudo sobre a Própolis Vermelha

Mensagem  Almir em Ter Abr 13, 2010 9:07 am

Própolis vermelha produzida em Alagoas será apresentada na Irlanda

Os benefícios da própolis vermelha, produto tipicamente alagoano, serão apresentados no dia 23 de agosto no Congresso Internacional da Apimondia, em Dublin, Irlanda. O responsável pela apresentação é o professor da Universidade de São Paulo (USP), Severino Alencar, que há 5 anos pesquisa essa variedade.

O trabalho apresentado por Alencar foi construído baseado no diagnóstico feito pelo Sebrae em Alagoas em 2004, onde são demonstradas as propriedades antioxidante, antiinflamatória e antibiótica da própolis - além da sua contribuição econômica para a sociedade.

O Congresso Internacional da Apimondia facilita o intercâmbio de informações e debates em torno de novas idéias e oportunidades de negócios. "Não tenho dúvidas, pelos resultados obtidos, que essa própolis irá, no futuro, ganhar o cenário internacional. A mentalidade mundial hoje é para a utilização de produtos naturais. Vários produtos naturais brasileiros já estão sendo muito valorizados no mercado europeu", diz o professor, mestre em agronomia e doutor em Bioquímica de Alimentos pela Unicamp.

Própolis

A própolis é uma substância constituída primariamente de resíduos coletados pelas abelhas de diferentes partes das plantas, como brotos e botões florais, sendo transportados para dentro da colméia e modificados pelas abelhas por meio da adição de secreções próprias. Entretanto, a sua composição pode variar de acordo com as espécies vegetais de cada região e a variedade da abelha rainha.

Segundo a coordenadora do Programa de Apicultura do Sebrae em Alagoas, Rúbia Solange, o principal diferencial da própolis vermelha é que ela é elaborada pelas abelhas a partir das folhas e flores do cajueiro, daí a cor diferenciada. As produzidas nas Regiões Sul e Sudeste são feitos a partir do alecrim, por isso tem a cor verde.

Pelas suas diversas funções nas áreas de medicamentos, alimentos e cosméticos, a própolis tem sido procurada por indústrias de diversos países. No Japão, por exemplo, o produto brasileiro é utilizado em tratamento bucal, produção de solução de bochecho, balas, chocolates, cápsulas, entre outros.

Atualmente, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aprovou um projeto do professor Severino Alencar para trabalhar com a própolis vermelha de Alagoas no valor de R$ 291 mil viabilizando, assim, os estudos sobre a própolis.

O objetivo agora é avaliar as propriedades de prevenção ao câncer dessa variedade de própolis em 8 variações da doença, além as ações antiinflamatórias e de combate à cárie dental, bem como o isolamento das substâncias para serem usadas na composição de fármacos.


Última edição por Almir em Ter Abr 13, 2010 11:42 am, editado 1 vez(es)
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Site "Coisas de Maceió" - O mundo de olho na própolis vermelha de Alagoas

Mensagem  Almir em Ter Abr 13, 2010 11:38 am

Uma matéria-prima natural tipicamente alagoana, com características que não são encontradas em nenhum outro produto semelhante produzido no mundo: grande quantidade de flavonóide e propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias e antioxidantes.

É dessa forma que pode ser definida a própolis vermelha de Alagoas, produzida a partir da resina do rabo-de-bugiu — planta que fica localizada próximo a manguezais - e que tem chamado a atenção de pesquisadores e empresários.

Por possuir tantas propriedades e despertar tantos interesses, entidades que apoiam a produção da própolis no Estado viram a necessidade de o produto possuir um Certificado de Origem, a ser emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e que até hoje só foi concedido a quatro produtos no país inteiro (a carne bovina do Pampa Gaúcho; a cachaça de Paraty; o café do Cerrado Mineiro e o vinho do Vale dos Vinhedos). Com ele, a própolis produzida no Estado será identificada como sendo realmente de Alagoas e, consequentemente, como a que possui tantas propriedades farmacológicas.

“O mercado tem mostrado interesse na própolis e nós vimos a necessidade de proteger esse produto”, afirma a analista técnica do Sebrae/AL, que trabalha com projetos de apicultura, Amanda Bentes.

Os trabalhos para que a própolis de Alagoas garanta o “selo de origem”, por meio da identificação geográfica, estão sendo iniciados, mas a intenção é a de que eles sejam concluídos em 2010. O Sebrae/AL, em parceria com o governo do Estado e diversas outras entidades, começou a fazer o levantamento dos locais aonde ela já vem sendo produzida e do número de produtores engajados na atividade. Até agora foram levantados 14 municípios, onde já há a produção da matéria-prima, mas ainda não se tem ideia de quantas pessoas estão envolvidas na produção.

Depois que todos os municípios e produtores forem identificados será realizado um mapeamento apícola e a padronização dos processos de produção, colheita e armazenamento. “Juntamente com os produtores, que já terão sido identificados, será feito um levantamento da maneira como vem acontecendo a colheita para que, em seguida, seja identificada e padronizada a melhor forma de lidar com o produto”, destacou Amanda Bentes, que diz que alguns produtores já chegaram a informar que a própolis vermelha produzida em outros estados do país e que não possui tantas propriedades farmacológicas estaria sendo comercializada como sendo a de Alagoas.

Atualmente, mais de 90% da própolis vermelha de Alagoas é enviada para o Japão, onde a matéria-prima é utilizada em produtos de tratamento bucal, balas, chocolates, cápsulas e solução de bochecho, por exemplo. O restante da matéria-prima produzida no Estado tem sido destinado a pesquisas. De acordo com os últimos dados levantados pelo Sebrae/AL, em 2007 foram produzidos 1.273 kg do produto em Alagoas.

De acordo com o presidente da Cooperativa dos Produtores de Mel e Derivados do Estado, Reginaldo Lira, a própolis vermelha de Alagoas é a única no mundo a possuir o flavonóide, que além de ajudar a combater os radicais livres, também é utilizado no rejuvenescimento e na reposição hormonal. Ele conta que antes de ela ser descoberta, só existiam 12 grupos no Brasil, sendo que as variadas propriedades da própolis alagoana fez com que surgisse mais um grupo, o 13º.

“Antes, era a própolis verde de Minas Gerais que estava em alta, mas, depois que as propriedades da espécie vermelha encontrada em Alagoas foram estudadas, descobriu-se que ela era muito mais rica e possuía muito mais propriedades curativas”, destacou Reginaldo.

Segundo ele, atualmente têm sido produzidos cerca de 130 quilos mensais, sendo que cada quilo é vendido ao preço médio de R$ 550. “Toda a própolis produzida hoje no Estado é vendida in natura”, completa.

Tendo em vista a necessidade de aumentar a produção e capacitar os produtores que lidam com a matéria-prima de Alagoas, a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia tem se empenhado para oferecer qualificação, por meio de bolsas de estudo e desenvolvimento técnico.

Segundo a diretora de Políticas de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da secretaria, Lenilda Austrilino, o projeto Própolis Vermelha de Alagoas está orçado em cerca de R$ 130 mil e inclui bolsas de estudo, infraestrutura e aquisição de equipamentos para um entreposto de mel e própolis que será construído no Pontal da Barra, em Maceió, além da identificação geográfica — o que, para ela, é essencial.

“É urgente fazermos a identificação geográfica da própolis vermelha de Alagoas para que nosso produto tenha um selo de origem. Além disso, temos que investir em tecnologia e em pesquisa sobre a utilização da matéria-prima, a fim de que tenha valor agregado para que seja comercializada. A secretaria tem feito o acompanhamento e o gerenciamento do projeto”, disse Lenilda.

A produção — A própolis vermelha de Alagoas é produzida a partir de uma resina extraída pelas abelhas da planta rabo-de-bugiu, com o intuito de proteger a colmeia. A composição varia de acordo com as espécies vegetais de cada região e a variedade da abelha rainha. São essas particularidades as responsáveis pelas diferenças entre os tipos de própolis produzidas.

Segundo Reginaldo Lira, alguns produtores do Estado já estão se dedicando a fazer o melhoramento genético dos enxames, com a transmissão de embrião da abelha rainha para que outras abelhas rainhas capazes de produzir uma matéria-prima de qualidade sejam criadas. Ele afirma ainda que o manejo também tem sido uma preocupação dos produtores. “Depois que foram descobertas tantas propriedades, os produtores estão se dedicando a desenvolver a produção”, falou.
Apesar de tantas propriedades benéficas da própolis vermelha de Alagoas já terem sido encontradas, as pesquisas continuam. De acordo com a analista do Sebrae/AL, ainda esse ano medicamentos produzidos a partir da matéria-prima alagoana vão começar a serem testados em humanos.
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